Palavras-chaves: Relações, Parcerias, Equilíbrio, Harmonia, Beleza, Diplomacia, Cooperação, Conexão
Clara sempre foi movida por um desejo profundo de ser amada. Desde muito jovem, acreditava
que o valor de sua presença poderia ser medido por aquilo que ela oferecia aos outros —
atenção, tempo, dinheiro, cuidado, energia. Ao longo do tempo tornou-se uma colecionadora
de silêncios e pequenas rejeições, uma mendiga de afeto, tentando conquistar amor através da
entrega incondicional.
Mas, como toda alma que busca fora o que precisa encontrar dentro, Clara se perdeu. As
relações tornaram-se espelhos distorcidos: quanto mais dava, menos recebia. Até que um dia,
no meio do caos emocional que ela mesma havia ajudado a construir, veio o vazio — não
aquele que destrói, mas o que desperta.
Na noite de uma Lua Nova em Libra, Clara decidiu recomeçar. Sentou-se diante do espelho e,
pela primeira vez, se olhou sem pressa. Percebeu que seu coração não era um abrigo para
qualquer visitante, mas um templo que pedia respeito. Ali, fez um pacto silencioso: nunca mais
implorar por migalhas de amor.
A partir desse instante, algo mudou. Clara aprendeu a dizer “não” sem culpa e “sim” sem
medo. Descobriu a beleza da diplomacia emocional — saber escutar sem se perder,
compreender sem se anular. Tornou-se uma mulher de presença firme e palavras suaves, que
carrega luz nos gestos e sabedoria no olhar.
Hoje, Clara sente que brilha como quem entendeu a verdadeira energia libriana, pois entendeu
que o amor não é uma moeda de troca, é um fluxo de reciprocidade. Clara deixou de ser
mendiga de afeto e tornou-se dona de si.
E toda vez que a Lua Nova volta a surgir, Clara sorri lembrando-se de que o caos foi apenas o
solo fértil para florescer a sua harmonia.
Lara Bretas.
Lisboa, 21/10/2025.



