Período: 09/11 a 29/11
Palavras-chave: Revisão de crenças, repensar verdades, desorientação mental, confusão nas comunicações, reavaliação de planos de viagem, revisão de estudos, retomada de aprendizados antigos, revisão de metas, revisão de visões de futuro, exageros verbais, revisitar ideais, revisar compromissos morais, questionamento de dogmas, expansão interior, revisão de filosofia de vida.
Clara sempre foi uma buscadora. Desde menina, carregava no peito o fogo inquieto de quem
acredita que a vida é feita de horizontes, e que cada meta traçada é uma flecha lançada em
direção ao futuro.
Sua essência sempre foi guiada por aprender, expandir, compreender. O movimento era sua
forma de existir.
Mas então, o céu se moveu e Mercúrio entrou em retrogradação em Sagitário.
E, como se o universo falasse em voz baixa, tudo o que estava em movimento começou a pedir
pausa. Planos emperraram, conversas se confundiram, e aquela clareza tão característica de
Clara deu lugar a uma névoa de dúvidas e questionamentos.
Foi nesse tempo suspenso que ela, muito intrigada, percebeu: talvez a vida estivesse pedindo
revisão, não avanço.
No silêncio de um café já frio e de um caderno aberto, Clara começou a revisitar seus sonhos.
Cada meta parecia um espelho.
“Por que eu quero isso mesmo?” — ela se perguntava.
E nas entrelinhas de suas antigas anotações, percebeu o que nunca tinha visto: muitas de
suas metas não eram sementes da alma, mas ecos de expectativas de um mundo que a
ensinou a mirar muito alto, mas nem sempre a mirar certo.
Mercúrio quando retrógrado, é esse mestre sutil que desmonta nossas certezas para revelar o
que realmente tem sentido. Ele nos convida a olhar para dentro do arco antes de lançar a
flecha, a questionar se o alvo ainda ressoa com a verdade que habita no peito.
Clara compreendeu que as pausas têm muito a dizer.
Sagitário ensina que o verdadeiro conhecimento nasce da experiência integrada, da coragem
de transformar a busca em entendimento. E ali, entre rupturas e reflexões, ela começou a
alinhar suas metas com algo maior: sua autenticidade.
Semanas depois o planeta retomou o movimento direto, mas Clara não sentiu pressa em voltar
a agir. Ela havia encontrado algo mais precioso nesse processo: direção interior.
Agora, cada passo é consciente, e cada flecha lançada carrega uma intenção.
Porque ela entendeu que os períodos de retrocessos, de retrocesso não tem nada! São na
verdade rituais de realinhamento. São momentos em que a vida nos pede para relembrar
porque começamos, o que nos move, e para onde realmente queremos ir.
Clara ergueu os olhos novamente para o horizonte e falou sozinha, enquanto todo o universo
escutava: “O caminho não é apenas sobre chegar. É sobre compreender. É sobre mirar com
sabedoria, e não apenas com desejo.”
Lara Brêtas
Lisboa – 08/11/2025



